Ciência avança no combate à Covid-19

Desenvolvimento rápido e conquistas com vacina e prevenção

Como tenho falado desde março de 2020, quando a pandemia do coronavírus começou a se espalhar pelo planeta e chegou a Belo Horizonte, somente a ciência seria capaz de nos propiciar instrumentos eficazes de controle da Covid-19. Passaram-se 14 meses, e os primeiros bons resultados obtidos pela ciência na redução dos danos causados pelo vírus ganham relevância a cada dia.

O enfrentamento do vírus até que esteja sob controle está longe de acabar, pois a dimensão da pandemia exigirá o máximo de cuidado e respeito às orientações sanitárias para impedir a disseminação da doença. Entretanto, repito, as conquistas obtidas pela ciência já são perceptíveis e, o melhor, sinalizam claramente o caminho a ser seguido para colocar fim a este pesadelo de dimensão global.

A produção de vacinas eficientes e eficazes em período tão curto é a maior vitória proporcionada pelo esforço dos cientistas. Muitos duvidaram da criação de um imunizante seguro e capaz de impedir a contaminação das pessoas. Hoje, temos pelo menos seis vacinas usadas largamente em vários países: Pfizer, Moderna e Janssen, desenvolvidas nos Estados Unidos; AstraZeneca, produzida pela Universidade de Oxford; Coronavac, elaborada na China, onde a pandemia teve início, e Sputnik V, de origem russa.

As boas novas se ampliam à medida que a vacinação cresce. Em Israel, com 60% da população já imunizada, o uso obrigatório da máscara ao ar livre foi abolido. Na Califórnia, onde quase 10 milhões de pessoas foram vacinadas, as restrições de isolamento e distanciamento social deixarão de vigorar em junho. Os Estados Unidos vão festejar, em 4 de Julho (data da celebração da Independência), a “independência do vírus”. A meta é aplicar a primeira dose em 70% dos estadunidenses até lá.

No Reino Unido, onde 52% da população recebeu pelo menos uma dose de vacina, os bares estão sendo reabertos, as pessoas começam a retomar seus hábitos, e a previsão é de rápida retomada da economia. As vendas no varejo voltaram ao patamar de fevereiro de 2020, antes da pandemia. Em Portugal, após medidas rígidas de distanciamento social e lockdown e da ampliação da vacinação, foi registrada apenas uma morte por Covid-19 de terça para quarta-feira. O país já aplicou a primeira dose da vacina em 25% da população.

Para os que insistem em negar a ciência, mesmo no Brasil, onde a vacinação está emperrada por falta de insumos e omissão do governo federal, a imunização já apresenta bons resultados. Após a vacinação, o número de mortes de médicos por Covid-19 teve redução de 83% em março, em comparação com janeiro, de acordo com o Conselho Federal de Medicina. Entre enfermeiros e auxiliares de enfermagem, a redução dos óbitos foi de 71%. Também foi registrada queda no número de mortes entre idosos acima de 80 e indígenas.

Importante: os avanços da ciência não se limitam ao desenvolvimento e produção de vacinas. O uso de máscaras, também combatido por negacionistas, reduz em até 95% a possibilidade de contaminação. Da mesma forma, o isolamento social assegura a diminuição das taxas de contágio. Na Nova Zelândia, país que se tornou símbolo das boas práticas sanitárias, o uso de máscaras ao ar livre já foi abolido. O detalhe é que o país controlou a pandemia sem vacinação. A imunização por lá só se inicia no segundo semestre. Com a ciência, começamos a prevalecer.

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Gabriel de a a z

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